Tudo o que os tutores querem é ver seus pets felizes, tranquilos e cheios de saúde. Para isso, além de oferecer carinho, alimentação adequada e todos os cuidados do dia a dia, é importante estar preparado para os imprevistos.
Acidentes podem acontecer a qualquer momento e, em algumas situações, saber como agir rapidamente pode fazer toda a diferença. Ter conhecimentos básicos de primeiros socorros para pets, ajuda o tutor a tomar as primeiras medidas enquanto busca atendimento veterinário imediato.
Continue a leitura deste artigo para compreender a importância de saber fazer os primeiros socorros no pet, quando eles são necessários e como realizá-los de maneira correta em cada caso.
Por que saber fazer primeiros socorros em pets é importante?
Em uma emergência, cada minuto é determinante. Saber como realizar os primeiros socorros corretamente pode ser fundamental para salvar a vida do pet, evitando que o quadro se agrave enquanto ele é encaminhado para o atendimento veterinário.
Diante de situações como engasgos, hemorragias, intoxicações ou outros acidentes, agir rapidamente e de forma adequada pode manter o animal estável e aumentar suas chances de recuperação. Por isso, conhecer os procedimentos básicos de primeiros socorros é uma forma de estar preparado para agir.
Quais situações demandam os primeiros socorros?
Os primeiros socorros são importantes em situações de emergência, permitindo que o tutor tome medidas iniciais enquanto busca atendimento veterinário.
Eles podem ser necessários em casos como engasgos e sufocamento (quando há obstrução das vias aéreas do pet), intoxicações (quando o pet ingere algum medicamento ou outra substância tóxica), hemorragias e cortes profundos (acidentes em casa que podem causar cortes) e fraturas e traumas (como quedas de escadas).
Para prestar socorro ao pet corretamente, é importante que você tenha à disposição um kit básico de primeiros socorros em casa, com itens como soro fisiológico, gaze estéril, luvas descartáveis, sabão neutro, curativos, ataduras e bandagens, fita esparadrapo e termômetro digital. Certifique-se periodicamente de que esses recursos estejam dentro do prazo de validade.
Além de conhecer os cuidados básicos, também é necessário ter um plano para levar o pet ao veterinário em uma emergência. Para isso, deve-se manter uma caixa de transporte adequada, ter contatos de clínicas e veterinários de confiança e definir como será o deslocamento. São medidas simples para agir com rapidez e segurança quando o pet mais precisar.
Como agir em casos de engasgo/sufocamento?
Nesse caso, mantenha a calma para agir de maneira adequada. Se o animal estiver tossindo com força e ainda conseguir puxar o ar, mantenha assim, pois isso pode expulsar o que estiver obstruindo as vias aéreas. Se for possível, examine a boca com segurança, tente retirar apenas o que estiver claramente visível e facilmente acessível. Não introduza os dedos ou instrumentos às cegas nem force a retirada.
Se o pet estiver consciente, mas não conseguir puxar o ar ou tossir de forma eficaz por causa do engasgo, peça ajuda para contatar uma emergência veterinária e comece os primeiros socorros. Neste caso, com a base da mão, dê até cinco golpes rápidos e firmes nas costas, de preferência entre as escápulas e um pouco ao lado da coluna. Pare assim que o objeto sair e a respiração voltar.
Se isso não resolver, pode ser necessário realizar a manobra de Heimlich adaptada. Em cães pequenos e gatos, apoie o animal junto ao seu corpo, com as costas dele voltadas para o seu peito. Em cães grandes que estejam em pé, posicione-se atrás dele e passe os braços ao redor da barriga. Feche uma das mãos e coloque-a na parte macia da barriga, logo depois de onde terminam as costelas. Segure essa mão com a outra e faça até cinco movimentos rápidos para dentro e em direção ao peito do animal, sem pressionar diretamente os ossos das costelas. Observe após cada movimento se o objeto foi expelido e interrompa assim que ele voltar a respirar.
Mesmo que o pet melhore, leve-o para o atendimento.
Como agir em caso de sangramento?
Pressione o ferimento com uma gaze ou um pano limpo, de forma firme e contínua. Não levante o material para conferir nem interrompa a pressão para lavar o local, pois isso pode atrapalhar a formação do coágulo. Se o sangue atravessar o tecido, coloque outra camada por cima, sem retirar a primeira.
Se houver um objeto encravado, não o remova. Pressione ao redor, sem apertá-lo. Se o sangramento estiver intenso ou persistente e o pet apresentar fraqueza, gengivas muito pálidas ou respiração acelerada, é necessário atendimento imediato. Neste caso, não espere o sangramento parar para levá-lo e mantenha a pressão durante o transporte.
Mesmo após controlar o sangramento, mantenha a ferida protegida, impedindo que o pet a lamba, e procure avaliação veterinária.
Como agir em caso de intoxicação?
Antes de mais nada, você deve afastar imediatamente o pet da fonte da contaminação (produto ou medicamento). Registre o agente fotografando a embalagem, por exemplo, a fim de informar ao médico-veterinário com precisão. Em seguida, se a substância estiver no pelo, ou em áreas externas, dê um banho no pet com água fria em abundância e sabão neutro.
Em caso de ingestão, NÃO induza o vômito no pet sem orientação profissional, pois pode piorar a situação. Se o produto for ácido ou corrosivo, o vômito vai queimar o esôfago pela segunda vez. Isso também é válido caso o animal esteja inconsciente.
Além disso, NÃO dê remédios ou receitas caseiras. Também evite dar leite, óleo ou remédios humanos sem indicação, pois isso pode piorar o quadro.
Busque atendimento veterinário o mais rápido possível.
Como agir em caso de queimadura?
Primeiramente, afaste o pet da fonte de calor que gerou a queimadura. Em seguida, resfrie a área afetada com água fria corrente por 5 a 10 minutos (mantenha cuidado, pois o pet provavelmente estará com dor e poderá mordê-lo(a)). Use um pano limpo ou gaze para secar a área com leves batidinhas na pele, sem esfregar. Cubra o local com gaze estéril ou um pano limpo e úmido, sem apertar nem colar na pele.
Em seguida, busque atendimento veterinário imediato.
Como agir em caso de possível fratura?
Se o seu pet caiu de um lugar alto, por exemplo, evite girar a coluna ou o pescoço dele. Também evite pegar o animal no colo de qualquer jeito, pois qualquer movimento errado pode piorar a lesão na coluna ou nos órgãos internos.
Para transportá-lo até o atendimento, improvise uma maca. No caso de cães médios ou grandes, use uma superfície rígida (como uma tábua ou pedaço de madeira) ou deslize o pet cuidadosamente para dentro de uma toalha firme ou cobertor. Gatos devem ser colocados delicadamente em uma caixa de transporte forrada.
Jamais tente colocar os ossos no lugar nem puxe a pata ou empurre o osso para dentro em caso de fratura exposta. Se houver sangramento ou osso exposto, pressione o local levemente com uma gaze ou pano limpo para conter o sangue.
Busque atendimento veterinário o mais rápido possível.
Saber como prestar os primeiros socorros ao seu pet é a forma de nos preparar para protegê-lo quando ele mais precisar de ajuda. Conhecer os procedimentos corretos permite agir com mais segurança, evitar atitudes que agravem a situação e oferecer o suporte necessário até que o atendimento veterinário seja realizado.
Mais do que saber o que fazer, é importante entender o que não fazer. Afinal, em uma emergência, informação e preparo podem fazer toda a diferença para preservar a saúde e até mesmo salvar a vida do seu pet.
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Até a próxima!


