Assim como os humanos, cães e gatos também podem desenvolver tumores nas mamas. Por isso, o Outubro Rosa Pet é uma campanha importante para conscientizar os tutores sobre o câncer de mama em pets, além de incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce.
Essa doença pode surgir de forma silenciosa, passando muitas vezes despercebida pelo tutor. Por isso, estar atento a esse aspecto da saúde dos pets da sua casa e conhecer formas de identificar possíveis alterações é fundamental.
Continue a leitura deste artigo para entender como o câncer de mama se desenvolve em cães e gatos e descobrir como a palpação das mamas pode ajudar a identificar alterações e favorecer a busca por avaliação veterinária e tratamento.
Como surge o câncer de mama nas fêmeas?
O câncer de mama canino e felino está relacionado a diferentes fatores (como obesidade, idade avançada ou genética) mas a influência hormonal ao longo da vida é um dos principais aspectos associados ao desenvolvimento dos tumores mamários. A cada cio, as glândulas mamárias da fêmea recebem um forte estímulo dos hormônios, preparando o organismo para uma possível gestação. Quando esse processo se repete diversas vezes, especialmente em animais que não são castrados da maneira tradicional (com a retirada de ovários, que são produtores de hormônios), a exposição hormonal contínua pode favorecer alterações na multiplicação das células mamárias. Além disso, o uso de anticoncepcionais também pode influenciar diretamente nesse desenvolvimento.
Com o passar do tempo, essas divisões celulares podem apresentar erros e dar origem a mutações. Quando algumas células sofrem alterações genéticas e passam a se multiplicar de maneira desordenada, podem formar nódulos ou caroços nas mamas. Esses tumores podem ser benignos ou malignos, e quem avalia de qual é o tipo são os exames feitos por médicos-veterinários. A partir disso, ele definirá a melhor conduta a ser seguida.
Por que é importante fazer o exame de toque?
O exame de toque das mamas é uma medida simples que pode ajudar na identificação precoce de alterações nas glândulas mamárias de cadelas e gatas. Por meio da palpação, é possível perceber pequenos nódulos, caroços, inchaços ou outras mudanças que nem sempre são visíveis.
Identificar essas alterações logo no início é importante porque permite que o pet seja avaliado por um médico-veterinário o quanto antes. A partir dessa avaliação, o profissional poderá analisar as características do tumor, como tamanho e estágio, e indicar as medidas mais adequadas para cada caso. Quando há suspeita de um tumor mamário, o diagnóstico precoce pode favorecer a escolha do tratamento e, em alguns casos, contribuir para um melhor prognóstico.
Por outro lado, quando o câncer é descoberto tardiamente, o tratamento pode se tornar mais complexo. Conforme a doença avança, o tumor pode aumentar de tamanho, atingir outros tecidos e, em alguns casos, se espalhar para órgãos distantes, caracterizando a metástase. Por isso, observar as mamas com frequência é uma forma importante de cuidado preventivo e pode fazer a diferença nas chances de tratamento e recuperação do pet.
Como realizar o exame?
A palpação das mamas pode ser feita em casa pelo menos uma vez por mês, quando o pet estiver tranquilo e confortável. Com as mãos limpas, passe delicadamente as pontas dos dedos por todas as mamas, desde a região próxima às patas dianteiras até às traseiras, fazendo uma leve pressão.
Durante o exame, observe a presença de nódulos, caroços, inchaços, endurecimentos, vermelhidão ou secreções. Caso perceba qualquer alteração, evite apertá-la ou manipulá-la e procure um médico-veterinário para avaliação.
A palpação não substitui o acompanhamento veterinário, mas pode ajudar a identificar alterações precocemente. Em caso de qualquer sinal de alerta, busque procurar um profissional da área.
Não esqueça que a prevenção é essencial para proporcionar mais qualidade de vida e muitos momentos felizes ao lado do seu melhor amigo de quatro patas.
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Até a próxima!


