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problemas cardíacos

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Setembro Vermelho Pet: cães e gatos podem ter problemas cardíacos?

Este mês é marcado pela campanha Setembro Vermelho Pet, que tem como objetivo chamar a atenção para a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde do coração de cães e gatos.

Muitas pessoas se perguntam se cães e gatos também podem ter problemas cardíacos ou se esse é um assunto que diz respeito apenas aos humanos, e a resposta é sim: os pets também podem apresentar alterações e doenças no coração.

Cuidar da saúde do pet de forma integral é essencial para proporcionar mais qualidade de vida, bem-estar e longevidade. E, nesse cuidado, a saúde cardíaca também merece atenção! A prevenção e o acompanhamento veterinário são fundamentais para identificar possíveis alterações e garantir que o coração do seu pet esteja sempre bem cuidado.

Quer saber mais sobre esse tema? Então continue a leitura deste artigo!

Como são os problemas cardíacos em cães e gatos?

Cães e gatos também podem ter problemas no coração e, inclusive, eles são mais comuns do que muita gente imagina. Algumas doenças cardíacas podem surgir com o envelhecimento, enquanto outras estão relacionadas à predisposição genética, ao porte ou até mesmo a fatores externos.

Nos cães, um dos problemas mais frequentes é a degeneração das válvulas, que afeta principalmente animais idosos e de pequeno porte. Ela ocorre quando uma das válvulas do coração sofre alterações na sua estrutura e passa a não funcionar adequadamente, alterando o fluxo sanguíneo.

Outra condição importante é a cardiomiopatia dilatada, mais comum em cães de grande porte. Nesse caso, o músculo cardíaco fica enfraquecido e o coração aumenta de tamanho, comprometendo sua capacidade de bombear o sangue de maneira eficiente.

Também existe a dirofilariose, conhecida como doença do verme do coração. Ela é causada por um parasita transmitido pela picada de mosquitos e pode provocar sérios danos ao coração e aos vasos sanguíneos.

Já nos gatos, a cardiomiopatia hipertrófica é a doença cardíaca mais comum. Nela, as paredes do coração ficam mais espessas, dificultando o enchimento e  bombeamento adequado do sangue. Algumas raças de gato podem apresentar maior predisposição a essa condição, como os Maine Coons.

Os gatos também podem desenvolver outros tipos de cardiomiopatias, como a restritiva e, com menor frequência, a dilatada, que  afetam a capacidade do coração de funcionar normalmente.

Quais são os sintomas de problemas cardíacos em pets?

Os problemas cardíacos podem se manifestar de diferentes formas nos pets, e nem sempre os sinais são fáceis de perceber. Por isso, é importante observar qualquer mudança no comportamento ou na rotina do animal.

Entre os sinais mais comuns, estão cansaço excessivo, falta de ar, tosse persistente, principalmente após esforços ou durante a noite, e desmaios. Em alguns casos, também podem ocorrer alterações na coloração da língua e das gengivas, que podem ficar azuladas ou arroxeadas devido à dificuldade de oxigenação.

Outro sinal que merece atenção é a barriga inchada, que pode estar relacionada ao acúmulo de líquido causado pela insuficiência cardíaca. Perda de apetite, emagrecimento e apatia também podem aparecer conforme a doença evolui.

É importante lembrar que cães e gatos podem apresentar sinais diferentes. Nos cães, a tosse seca e o cansaço durante passeios ou atividades físicas são manifestações relativamente comuns. Já os gatos raramente apresentam tosse relacionada a problemas cardíacos e, por serem animais que costumam esconder sinais de doença, podem demonstrar apenas fraqueza, apatia intensa e relutância para brincadeiras Em quadros graves, pode ocorrer até mesmo formação de trombos causando a paralisia de uma das patas. 

Portanto, conhecer o comportamento habitual do pet e ficar atento a mudanças é fundamental. Ao perceber qualquer sinal diferente, procure um médico-veterinário para uma avaliação. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença para o acompanhamento e a qualidade de vida do animal.

Porém, é importante dizer que, em muitos casos, os problemas cardíacos podem evoluir de forma silenciosa. Por isso, consultas veterinárias periódicas são tão importantes para identificar alterações precocemente e proporcionar mais qualidade de vida aos pets.

Como prevenir esses problemas cardíacos?

Cuidar da saúde do coração dos pets também é uma forma de proporcionar mais qualidade de vida e longevidade. Embora algumas doenças cardíacas estejam relacionadas à idade, à raça ou à predisposição genética, alguns cuidados no dia a dia podem ajudar na prevenção e na identificação precoce de alterações.

Um dos principais cuidados é manter consultas veterinárias periódicas. Durante os exames de rotina, o profissional pode realizar a ausculta cardíaca e identificar alterações nos batimentos ou outros sinais que indiquem a necessidade de uma investigação mais detalhada.

A alimentação equilibrada e de boa qualidade também é fundamental. Uma dieta adequada às necessidades do animal ajuda a manter o organismo saudável e, junto ao controle da quantidade de alimento e à prática de atividades físicas, contribui para evitar o excesso de peso. A obesidade pode sobrecarregar o sistema cardiovascular e favorecer outros problemas de saúde.

Outro ponto importante é a saúde bucal. A falta de cuidados com os dentes pode favorecer o acúmulo de bactérias e inflamações, que podem chegar à corrente sanguínea e contribuir para problemas como a endocardite. Por isso, a higiene bucal e o acompanhamento veterinário devem fazer parte da rotina.

Também é essencial manter a prevenção contra a dirofilariose, conhecida como doença do verme do coração. A doença é transmitida por mosquitos e pode causar danos graves ao coração e aos vasos sanguíneos. Uma forma de prevenir esse tipo de doença é com o uso regular de medicamentos antiparasitários recomendados pelo médico-veterinário do seu pet. 

Por fim, é importante dizer que, mais do que esperar o surgimento de sintomas, cuidar do coração do cão ou gato significa investir em prevenção, acompanhamento veterinário e hábitos saudáveis. Afinal, quanto mais cedo uma alteração for identificada, maiores são as chances de oferecer ao pet o tratamento e os cuidados necessários.

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Até a próxima!

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